sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cleyde Yáconis se apresenta amanhã no FIT, com sua personagem Helen em “O caminho para Meca”



O FIT -Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, que teve início ontem (16/7) e vai até o dia 25 de julho, recebe neste sábado a consagrada atriz Cleyde Yáconis. Ela vem para a apresentação de “O caminho para Meca”, pela Mesa 2 e Signorinimkt. Escrita por Athol Fugard, um dos dramaturgos mais importantes da língua inglesa na atualidade e inédita no Brasil, a peça conta a história de uma sul-africana que encontra sua forma de expressão por meio da escultura. A personagem é inspirada em uma figura real, Helen Elizabeth Martins, que produziu uma arte não convencional. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e culto obrigatório da fé protestante. Um dia, ao descobrir nunca ter amado o bom homem com quem foi casada, abandona a Igreja dos domingos, porque deixou de crer, e, ao ficar viúva, encontra em suas mãos de escultora o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade de criar sua Meca. Aos 86 anos de idade, Cleyde Yáconis coleciona mais de 90 personagens em sua carreira, com trabalhos de destaque no cinema, teatro e televisão. Segundo a atriz, que diz ter uma identificação maior com o teatro, a personagem que interpreta em “O caminho para Meca” é extraordinária. “A criação desta personagem é frágil, judiada e massacrada. Ela se aproxima da delicadeza, porque o teatro é muito delicado. Helen é sóbria, interessante e tem um trabalho encantador e cultural”, afirmou a atriz em entrevista para a Central de Comunicação do FIT.

Neste sábado, o FIT terá também a estreia do espetáculo chileno “Neva”. Ambientado em São Petersburgo, Rússia, durante uma tarde de inverno em 1905, o espetáculo exibe a repressão de tropas sobre operários que se manifestam por melhores condições de vida. Nesse cenário, duas atrizes e um ator ensaiam uma peça diante do rio Neva. Misturando personagens e casos reais e fictícios, situações cômicas e dramáticas, o espetáculo “Neva” propõe uma reflexão sobre a repressão, o teatro, os atores e suas limitações diante da morte. A programação de amanhã traz, também, o espetáculo de rua “Miséria, servidor de dois estancieiros”, da Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais, de Porto Alegre (RS), para a Praça Dom José Marcondes, no Centro de Rio Preto. “Comunicação a uma academia”, da Club Noir, de São Paulo (SP), “Batata!”, da Dimenti Produções Culturais, de Salvador (BA) e “O silêncio dos amantes”, da Escola 2 Bufões, do Rio de Janeiro (RJ) também estão na programação. A Companhia dos Atores, do Rio de Janeiro (RJ), continua com o Módulo Ocupação, trazendo neste sábado “Talvez (Autopeças)”. O Módulo Aldeia FIT oferece diversas apresentações, incluindo as Extensões Regionais e Paralelas. E o público do Não-Lugar pode acompanhar as instalações artísticas, exibições de vídeos, perfomance de “Sienta LaCabeza” e música do “DJ Mabel”.

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