

Ray Charles (
Albany,
23 de Setembro de
1930 —
Los Angeles,
10 de Junho de
2004) foi um
pianista pioneiro e
cantor de
música soul que ajudou a definir o seu formato ainda no fim dos
anos 50, além de um inovador interpréte de
R&B. Seu nome de nascimento era Raymond Charles Robinson, mas ele encurtou-o quando entrou na indústria do entretenimento para evitar confusão com o famoso boxeador
Sugar Ray Robinson. Considerado um dos maiores gênios da música negra americana, Ray Charles também foi um dos responsáveis pela introdução de ritmo
gospel nas músicas de R&B. Cego aos sete anos de idade em razão de um
glaucoma e órfão na adolescência, Ray Charles iniciou sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos
anos 40. A princípio influenciado por
Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em
1952, enveredou pelo R & B. Quando o
rock & roll estourou com
Elvis Presley em
1955, e cantores negros como
Chuck Berry e
Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto na mídia e lançou sucessos como "I got woman" (gravada depois por Elvis), "Talkin about you", "What I'd say", "Litle girl of Mine" ,"Hit The Road Jack", entre outros, reunindo elementos de R & B e gospel nas músicas de uma forma que abriram caminho para a
soul music dos
anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro. A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum gênero musical negro específico: flertou com o
jazz, gravou baladas românticas chorosas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase estão canções como "Unchain my heart", "Ruby", "Cry me a river", "Georgia on my mind" e baladas country tais como "Sweet memories", e seu maior sucesso comercial, "I can't stop loving you", de
1962. Apesar de problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida e mais do que nos últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado. Um notório mulherengo, Ray Charles casou-se duas vezes e foi pai de doze crianças com sete diferentes mulheres. Sua primeira esposa foi Eileen Williams (casado em
1951,
divorciado em 1952) deu-lhe um filho. Outros três filhos são de seu segundo casamento, em 1955, com Della Beatrice Howard (divorciaram-se em
1977).
O filme
Ray, de
2004, interpretado por
Jamie Foxx (vencedor do
Oscar, pelo papel) conta a vida do músico, partindo do momento em que deixa sua casa em direção a
Seattle, para tentar a carreira profissional, até o sucesso e o vício da
heroína e sua luta para se livrar dela, intercalando inumeros flash-backs, onde o protagonista relembra os conselhos de sua mãe e momentos de sua infância, quando perdeu seu irmão (que morreu afogado) e quando ficou cego.