domingo, 16 de março de 2008

Cristo Redentor do Rio de Janeiro



O maior símbolo da cidade do Rio de Janeiro e maior monumento arquitetônico do Brasil, com 38 metros de altura, ao contrário do que a grande maioria pensa, não foi um presente do governo francês, mas sim uma obra-prima do arquiteto e engenheiro carioca Heitor da Silva Costa (1873-1945). O projeto foi construído com apoio de doadores brasileiros que financiaram todo o monumento. Em 1921 um grupo chamado Círculo Carioca abriu concorrência para selecionar o projeto que seria base de um monumento religioso em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, no ano seguinte. O projeto era muito ambicioso para ser concluído em um ano e ficou pronto apenas em 1931, 10 anos depois. O grande desafio técnico era construir uma estrutura de concreto armado, tecnologia nova na época para uma obra de 1.145 toneladas. Para realizar essa façanha, Heitor chamou um dos grandes calculistas da época, o francês Albert Caquot que teve também outro grande parceiro francês, Paul Landowski, talvez o motivo de toda a confusão sobre a autoria do Cristo Redentor, pois foi quem esculpiu a maquete da obra e fez em gesso os moldes. O projeto inicial de Heitor foi modificado a pedido do cardeal da cidade na época, dom Sebastião Leme. Enquanto no original o Cristo carregava uma cruz e uma esfera representando o mundo, o cardeal pedia algo que pudesse ser reconhecido de longe como monumento religioso. Na solução genial de Heitor, surgiu o símbolo conhecido por todos: a cruz seria o Cristo de braços abertos, e o mundo, a própria cidade.

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