terça-feira, 20 de abril de 2010

Francisco dos Santos ou nosso CASCATINHA se estivesse entre nós completaria hoje 91 anos


Cascatinha & Inhana foi uma dupla sertaneja formada por Francisco dos Santos (Araraquara, SP, 20 de abril de 1919 - São José do Rio Preto, SP, 14 de março de 1996) e Ana Eufrosina da Silva (Araras, SP, 28 de março de 1923 - São Paulo, SP, 11 de junho de 1981).Marido e esposa, juntos formaram uma das principais duplas sertanejas do Brasil. Suas mais famosas músicas foram Índia(1952) que os levou a um grande sucesso, e Colcha de Retalhos(1959). Nascidos no interior de São Paulo, desde cedo a dupla apaixonou-se pela poesia da música sertaneja. Francisco dos Santos já tocava bateria e violão e se apresentava cantando modinhas, canções e valsas românticas. Quando da chegada do circo Nova Iorque na cidade de Araraquara, Francisco conheceu o cantor Chopp e resolveu formar dupla com ele, adotando então o nome artístico de Cascatinha, nome de famosa cerveja da época, para estar de acordo com o nome do parceiro. Por essa época, Ana Eufrosina se apresentava como solista em um conjunto formado por seus irmãos. A dupla Chopp e Cascatinha se apresentava em circos. Francisco e Ana se conheceram e casaram em 1941. Formou-se então o Trio Esmeralda, com Chopp, Cascatinha e Inhana, nome artístico adotado por Ana. O Trio Esmeralda viajou para o Rio de Janeiro obtendo relativo sucesso. Receberam prêmios nos programas César Ladeira na Rádio Mayrink Veiga, Manuel Barcelos e "Papel carbono", este de Renato Murce, ambos na Rádio Nacional. Em 1942 o Trio se desfez com a saída de Chopp. Cascatinha e Inhana ingressaram então no Circo Estrela D'Alva, com o qual fizeram excursão pelo interior dos estados do Rio e de São Paulo, para onde retornaram. Em São Paulo continuaram a atuar em diversos circos, tendo permanecido por cinco anos no Circo Imperial. Em 1947 se apresentaram na Bauru Rádio Clube, que primeiro apresentou a nova dupla em rádios, nos programas "Luar do sertão" e "Cirquinho do Benjamim". Em 1948, passaram a atuar na Rádio América em São Paulo. Em 1950, foram contratados pela Rádio Record onde permaneceram atuando por doze anos. Em 1951, estrearam em disco pela Todamérica cantando a canção "La paloma", de Iradier e Pedro Almeida, e a toada brejeira "Fonteiriça", de José Fortuna, um dos compositores favoritos de Cascatinha. Em 1952, gravaram aqueles que seriam dois de seus maiores sucessos, assim como da própria MPB. Eram a canção "Meu primeiro amor" de H. Gimenez com versão de José Fortuna e Pinheirinho Jr., e a guarânia "Índia" de J. Flores e M. Guerrero, com versão de José Fortuna. A guarânia "Índia" vendeu 300 mil cópias em seu primeiro ano de lançamento e até a segunda metade dos anos 1990 vendeu mais de três milhões de discos. "Índia" mereceu ainda diversas gravações ao longo do tempo como as de Dilermano Reis ao violão, Carlos Lombardi, Trio Cristas e Valdir Calmon e sua orquestra. Em 1973 Gal Costa regravou "Índia", que deu nome a seu LP daquele ano e que obteve grande sucesso. Cascatinha e Inhana receberam em 1951 e 1953 o Prêmio Roquette Pinto. Em 1953, gravaram a toada "Mulher rendeira" tema folclórico com arranjo de João de Barro. Em 1954, receberam a medalha de ouro da revista "Equipe" e ganharam o slogan de "Os sabiás do sertão", devido aos recursos vocais e às agradáveis nuances desenvolvidos pela dupla. Em 1953, continuando a trajetória de sucessos, lançaram as guarânias "Assunción", de José Fortuna e Federico Riera, e "Flor serrana", de Daniel Salinas e José Fortuna. A partir dessa época, seus nomes estiveram ligados à música paraguaia. Em 1955, estiveram no filme "Carnaval em lá maior", de Ademar Gonzaga, onde cantaram "Meu primeiro amor", outro grande sucesso. No mesmo ano gravaram o bolero "Queira-me muito", de G. Reig e Serafim Costa Almeida, e o rasqueado "Iracema", de Mário Zan e Nhô Pai. Outra gravação do mesmo ano e que fez muito sucesso foi a toada "Despertar do sertão", de Pádua Muniz e Elpídio dos Santos. Em 1956, lançaram mais um disco com versões de compositores paraguaios: a canção "Recordações de Ipacaraí", de D. Ortiz e Z. de Mirkim, com versão de Juraci Rago, e a guarânia "Noites do Paraguai", de S. Aguayo e P. J. Carles com versão de Nogueira Santos. Em 1957, lançaram entre outras, a valsa "Santa Cecília", de Ado Benatti e Carlos Piazolli, e a toada "Tropeiro gaúcho", de Cascatinha e Bolinha. Em 1959, lançaram outro de seus maiores sucessos, a guarânia "Colcha de retalhos", de Raul Torres. No mesmo ano, Cascatinha foi promovido a diretor artístico da Todamérica, descobrindo vários talentos. Ainda em 1959, Cascatinha e Inhana gravaram "Rede de taboa", de Elpídeo dos Santos. Em 1960, gravaram os boleros "Quero-te", de Jolmagn, e "Mal pagadora", de L. Valdez Leal e José Fortuna. Em 1962, lançaram a canção rancheira "Coração incerto", de Nico Jimenez e J. Santana, e o rasqueado "Fui culpado", de Zacarias Mourão e Sebastião Vitto. Em 1963, lançaram a guarânia "Fujo de ti" de Waldick Soriano e Jorge Gonçalves, e o rasqueado "Felicidade", de Barrinha. Em 1967, lançaram LP com destaque para "Vinte e cinco anos", de Nonô Basílio, "O menino do circo", de Eli Camargo, "Flor do cafezal", de Carlos Paraná e "A estrela que surgiu", de Zacarias Mourão e Mário Albanesi. Em 1970, lançaram "Amor eterno", de Alfredo Borba e Edson Borges, "Se tu voltasses", de Cascatinha e Carijó, "Como que te quero", de Alberto Conde e Nilza Nunes, e "Castigo", de Marciano Marques de Oliveira. Em 1972, alcançaram sucesso com "Olhos tristonhos", de Dora Moreno. Em 1978, apresentaram no Teatro Alfredo Mesquita em São Paulo espetáculo no qual contavam sua trajetória artística. Ao longo da carreira apresentaram-se em diversos estados brasileiros, cantaram em circos, teatros e gravaram cerca de 30 discos. Em 1996, a Chantecler, dentro da série "Dose dupla", lançou o CD "Cascatinha e Inhana", com 23 composições gravadas pela dupla, entre as quais, "Índia", "Solidão", "Meu primeiro amor" e "Colcha de retalhos".

Por que o nome "Cascatinha e Inhana"?

Segundo Francisco dos Santos, o Cascatinha,em um programa do Viola Minha Viola, foi escolhido este nome para a dupla, pois seu apelido na juventude era justamente Cascatinha, e quanto à sua esposa Ana, "inhá" era uma forma de tratamento de respeito dado às mulheres, daí Inhana. O apelido "Cascatinha" vem de quando Francisco morou na Fazenda Cascata, localizada no município de Garça-SP

Maiores sucessos (ordem cronológica)

1951 - La Paloma /// 1952 - Meu Primeiro Amor (Lejania) /// 1952 - Índia /// 1953 - Mulher Rendeira 1955 - Queira-me Muito /// 1955 - Iracema /// 1955 - Meu Primeiro Amor /// 1956 - Recordações de Ypacaraí /// 1958 - Frô do Ipê /// 1958 - Casinha Pequenina /// 1959 - Colcha de Retalhos /// 1965 - A Lua é Testemunha /// 1966 - Vai com Deus (Vaya con Dios) /// 1968 - Anahy /// 1968 - Mulher Fingida (La Mujer Ladina) /// 1970 - Louco Amor /// 1971 - Mal de Amor /// 1972 - O Menino e o Circo /// 1973 - Flor do Cafezal /// 1974 - Se Eu Partir /// 1975 - Cruz de Ouro /// 1976 - No Silêncio da Noite /// 1977 - Dois Coraçõe /// 1977 - Não me censures /// 1977 - Um novo amanhã /// 1980 - Cigarra Vadia /// 1988 - Guarânia da Lua Nova

A discografia deste casal que tanto encantou o Brasil é muito extensa, a sugestão d'A Página é que continue sua pesquisa em outros sites, com certeza valerá a pena.

2 comentários:

Anônimo disse...

Meu nome é José Carlos. Estive na casa de Cascatinha e Inhana quando moravam no Ipiranga, pois sou amigo do filho deles Marcelo José, pois estudamos juntos na 5ª série (curso de admissão) no colégio Sion, mais ou menos em 1969/1970. Gostaria de saber onde anda o Marcelo, pois seus pais faleceram e eu nunca mais tive contato com ele. Meu e-mail é: zekarlosforum@yahoo.com.br. Ficaria muito grato se passarem esse contato a ele, pois amigo bom não se deve esquecer jamais. Cordiais agradecimentos.

Galeria Cultural disse...

Caro José Carlos, eu também gostaria de saber do paradeiro do Marcelo. Meus pais e o Cascatinha com a Inhana frequentavam nossa casa e nós a deles na rua Lord Cochrane, onde nasci. A última vez que vimos o Cascatinha foi no velório da Inhana. Perdemos o contato, provavelmente o Marcelo não deve se lembrar de nossa família, mas eu gostaria de ter o contato dele, uma vez que minha está com 96 e gostaria de saber dele e das tias dele (irmãs da Inhana). Meu email: itabira@gmail.com
Abraços